A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 16/09/2021

A pandemia impôs inúmeros desafios aos brasileiros, a fome é um dos maiores. Um fantasma do passado que volta a assombrar os brasileiros mais carentes. Em tempos de pandemia e má gestão federal, a inflação, a alta do dólar e o desemprego prejudicam os mais pobres, incapazes de afirmar se terão sequer uma refeição ao dia.

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que lidera esforços para erradicação da fome e combate à pobreza publicou o principal levantamento internacional sobre a fome no mundo, revelando que a crise alimentar voltou a abalar de forma significativa o Brasil no período da pandemia. Segundo o informe, a fome se agravou dramaticamente em 2020. Diante de dados tão alarmantes é necessário implementar campanhas de distribuição de alimentos e melhor nutrição para populações carentes.

Ademais vale destacar a ideia de Aristóteles que afirmou que o objetivo principal da política é garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto, percebe-se que essa tese do filósofo não se aplica à questão da fome em tempos de pandemia, afinal o governo não busca aplicar políticas públicas para erradicar a fome, e tirar milhões de brasileiros da miséria. Assim, sem o comprometimento do estado em aplicar políticas públicas para solucionar o impasse, percebe-se que a ideia de bem-estar, não se materializa no país e, por isso, a resolução desse cenário beira a utopia.

Portanto, fica evidente a necessidade de intervenção estatal para reduzir, e até erradicar a insegurança alimentar. Para tanto, o governo federal deve criar projetos de distribuição de alimentos básicos, educação alimentar aos mais carentes, além de programas que gerem empregos, por meio de projetos de lei, assim combatendo a fome que assola o país. Tais ações são urgentes, e tem objetivos complementares, as primeiras buscam solucionar a fome de forma imediata, já os empregos evitam a fome a médio e longo prazo, assim minimizando, ou até erradicando o problema.