A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 17/09/2021

A pandemia do novo coronavírus escancarou diversos problemas: os casos de depressão e ansiedade cresceram entre crianças e adolescentes, economias ao redor do mundo retraíram, houve a subida do preço dos produtos, dentre eles os alimentos, afetando milhões de seres humanos. Segundo reportagem divulgada no site do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), as Nações Unidas disseram que houve um agravamento dramático da fome em 2020, muito provavelmente relacionados à Covid-19. Dessa forma, é preciso pensar o que os países estão fazendo a esse respeito e o que podem fazer a fim de aplacar esse mal que atinge tantas pessoas mundo afora.

Em primeiro lugar, é preciso considerar como o Brasil está sendo afetado diante de tal cenário. De acordo com levantamento disponível no site de economia da UOL, cerca de 19 milhões de brasileiros são afetados pela fome. Houve algumas medidas por parte do governo, como o Auxílio Emergencial disponibilizado à milhões de pessoas, mas essa ajuda financeira vêm sendo cortada, e muitos que dele dependiam, se veem hoje em dificuldades financeiras.

Portanto, é necessário que os órgãos públicos levem mais a sério esse grave problema social e que medidas sejam tomadas. É desumano pensar que milhares de pessoas não têm do que se alimentar, que tenham de recorrer à alimentos de má qualidade, como exibido em reportagem recentemente pelo programa televisivo Fantástico, no qual mostrou que em um açougue em Cuiabá a fila para conseguir doação de pedaços de ossos só tem aumentado.

Sendo assim, a fim de resolver tal impasse no Brasil e no mundo, é necessário que as instituições públicas dos países repensem suas políticas públicas e que a sociedade se una em prol dos mais necessitados. Em nosso país, por exemplo, o Auxílio Emergencial deveria ser estendido e atender à todos esses indivíduos, pois houve um crescente número de desemprego durante a pandemia e programas sociais como o Bolsa Família não são suficientes na luta contra a fome. Já no que tange na união da sociedade, pode-se pensar nas doações que instituições religiosas e organizações não governamentais realizam, como a de cestas básicas, e que fazem toda a diferença na vida dos mais necessitados. Dessa maneira, com ações concretas, a fome será combatida e milhões de pessoas que passam pela chamada insegurança alimentar terão asseguradas suas refeições diárias.