A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 28/09/2021
Insegurança alimentar é uma situação alimentar critíca, ultilizado quando uma pessoa não tem acesso a regular e permanente de alimentos e nem uma quantidade suficiente, nela há três tipos: a leve, a moderada e a grave. Quando a situação é a grave, nota-se a presença da fome, no Brasil o aumento de fome devido a pandemia, aumentou o número de brasileiros na pobreza e reproduziu as desigualdades sociais.
A princípio, no livro “Quarto de despejo” de Carolina Maria de Jesus relata sua vida diária na favela, sendo catadora de lixo e metal em São Paulo, a falta de dinheiro afeta negativamente em sua vida, ela relata que o trauma da fome vem junto com o da pobreza. Por analogia, em tempos de pandemia, o desemprego, a desigualdade social, a falta de comida e de medidas públicas são os causadores da pobreza e fome, porém antes mesmo da pandemia a insegurança alimentar já estava se espalhando no país e com a sua chegada piorou.
Outrossim, nessa temática é relevante citar o conceito de modernidade líquida de Zygmunt Bauman, que explica a diminuição das atitudes éticas pela fluidez de valores, com o propósito de atender aos interesses pessoais, aumentando o individualismo. Nesse âmbito, a população, ao estarem imersos nesse panorama líquido, acaba por causar a exclusão de alguns grupos sociais, por conta da redução do olhar sobre bem-estar dos menos favorecidos. Desse modo, a fome pode ser um desafio por conta da estruturação social e opressora da coletividade
Portanto, faz-se imprensidível que Organizações Não Governamentais (ONGS), ou seja entidades que não tem fins lucrativos e realizam ações solidárias, arrecadem alimentos, por meio da população, a fim de reduzir a fome. Além disso, se torna necessária a criação de auxilos emergenciais, por parte do Governo, por intermédio de incentivos monetários, com o fato de amenizar o problema. Assim a fome não será uma realidade no Brasil.