A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 17/09/2021

Jhon Locke, filósofo iluminista, defende que todo cidadão deve possuir seus direitos inalienáveis: propriedade, liberdade e saúde. Infelizmente, nem mesmo tais necessidades básicas são garantidas à toda população, sendo perceptível pelo grande número de esfomeados no mundo. Nesse sentido, em plena pandemia de Covid-19, tais problemas relacionados aos direitos básicos se intensificaram ainda mais, em especial a fome.

Em primero lugar, a falta de alimento nas camadas mais pobres da sociedade é uma realidade muito antes do aparecimento do vírus. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, o que evidencia a concentração de riquezas nas mãos de poucos enquanto outros vivem em condições miseráveis. Desse modo, pois, é claro que a fome é uma consequência de tal dualidade e independe das condições pandêmicas para existir.

Além disso, por outro lado, todos os novos desafios que surgiram com a pandemia intensificaram a desigualdade social, e com ela; a fome. Nessa óptica, o principal obstáculo que os indivíduos encontram na crise sanitária é o alto índice de desemprego. Assim, de acordo com o relatório feito pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2020, somente 70% da população global tinha acesso a alimentação adequada durante todo o ano, representando o descaso do estado em garantir saúde básica aos indivíduos. Portanto, sem uma renda fixa provida do emprego, grande parte da população tem dificuldade na compra de alimentos essênciais, como é perceptível pelo dado acima apresentado.

Em suma, fica claro a necessidade de resolver tal situação. Para isso, o governo deve distribuir dinheiro para a população mais necessitada, por meio de bolsas  de auxílio, com a finalidade de compensar a renda não ganha graças ao desemprego. Somente assim, diria Locke, os direitos inalienáveis do cidadão serão cumpridos.