A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 17/09/2021

A extrema pobreza  é a realidade e luta diária de 19,3 milhões de brasileiros vivendo com base em uma renda avaliada em menos de 170.00 reais per capita. Em síntese, pode-se ter como principal consequência a fome, que por sua vez tenha-se extipulado como a causa da morte de mais de 37 mil brasileiros  no ano de 2020 devido a pandemia, um aumento de 48% comparado ao ano de 2019. Por conseguinte, esses números não só estão atrelados a pobreza como também a desigualdade social, visto que mulheres — principalmente mães solteiras— são as que mais sofrem com a fome.

Inquestionavelmente não é de hoje a realidade do desemprego e o crescimento brusco dos alimentos em meio a crise econômica brasileira iniciada em 2014. Porém, valores esses aumentados em 50% em meio a pandemia torna-se principalmente as classes sociasi D e E ainda mais vulneráveis a fome, durante a pandemia de 2020 e 2021, a luta em combate a miséria tornou-se novamente uma grande ênfase diante de movimentos e campanhas publicitárias e midiáticas com intuito de frear o avanço das mortes causadas pela mesma.

Contudo, segundo a OXFAM (Confederação que atua em mais de 19 países lutando contra a pobreza e desigualdade) a mulher está mais suscetivel a fome, tal situação provida a fatores como a desigualdade salarial entre homem e mulher e a discriminação. Logo em uma primeira análise na sociedade cotidiana, tal afirmação mostra-se concreta, visto que no ano de 2015 de acordo com o Instituto Data Popular, 20% das mães solteiras no Brasil pertenciam a classe baixa devido ao desemprego, número esse que segue crescendo excessivamente na pandemia. Não obstante a tal fato, a fome não tem distinção, e segue tirando mais vidas a cada segundo, em proporção de até o final de 2021 mais de 12 mil pessoas poderão morrer de fome por dia, superando as mortes pelo covid-19.

Em contrapartida, o Governo Federal fornece aos brasileiros o ‘‘Bolsa Família’’, por direito a famílias de baixa renda como medida de controlar o índice de pobreza e extrema pobreza, além do ‘‘Auxilio Emergencial’’, fornecendo no ano de 2020, 600,00 reais mensais de auxílio aos brasileiros na pandemia como alternativa ao índice do desemprego.  Dessa forma, cabe ao Ministério da Cidadania e Ministério Público, por meio de verbas orçamentais investir em campanhas contra o despercídio de alimentos e contra a fome, tanto na mídia televisiva quanto na Internet principalmente nas redes sociais, expandido o engajamento para todos. Sendo assim, o intuito de erradicar a fome no Brasil amplia-se engajadamente em campanhas de arrecadação e doações e em Ongs, como exemplos: Amigos do Bem, Amparaí, Banco de Alimentos entre muitas outras. Portanto, doação salva vidas, como o slogan de uma das principais campanhas de alimentos resume a mesma: ‘‘Fazer o bem, faz bem.’’