A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 17/09/2021
É notório que a fome é um problema que se alastra pelo mundo desde os séculos passados, e com a pandemia da Covid-19, o número de pessoas afetadas pela falta de alimentação adequada cresceu em velocidade recorde. Dentre os principais elementos que fizeram com que a pandemia contribuísse para o atual cenário da fome no mundo destacam-se: o confinamento em massa e a falta de políticas sociais para ajudar na recuperação da pandemia e no combate à fome.
Sabe-se que o mundo precisou passar por um período de quarentena para evitar a transmissão e a contaminação pelo vírus, e com a maioria da população em casa, sem trabalho, o acesso aos alimentos também ficaram restritos, além do aumento do valor de mercado dos alimentos pela falta de mão de obra. Logo, sem forma de sustento para a compras de insumos básicos, muitas pessoas tiveram que racionalizar o pouco que tinham em suas residências, elevando o índice de desnutrição da população global pela falta de alimentação adequada, principalmente nos povos da África e da Ásia que já apresentavam os piores índices de desnutrição antes mesmo da pandemia.
Além disso, merece ênfase na falta de políticas socias pela maioria dos países do mundo, ou seja, não tiveram um papel decisivo no combate da pandemia, e os números da fome só aumementaram com o decorrer do tempo. Tanto como o Brasil ofereceu poucas soluções nesse sentido e uma das poucas medidas foi a redução da jornada de trabalho com a devida dedução no salário por parte do empregador, mas com a complementação pelo Governo Federal, ainda assim, não freou a fome, que visitou a casa de milhares de brasileiros. Outrossim, a Constituição Federal da República Federativa do Brasil garante aos brasileiros o devido acesso à alimentação, como direito social.
Portanto, consoante aos argumentos supracitados, é necessário que medidas sejam tomadas pelos Governos soberanos ao redor do mundo, com auxílio das organizações e uniões de países mais desenvolvidos, que devem ajudar os países mais necessitados com base no preceito mais básico de todos, que é a dignidade da pessoa humana, também esculpido na Constituição do Brasil. Uma solução caseira é a edição de uma lei pelo Poder Legislativo, que facilite o acesso à alimentação, diminuindo o imposto incidente nesses produtos e consequentemente dando possibilidade da população menos favorecida de ter esse itens em casa.