A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 19/09/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 é direito de todos o acesso à alimentação de forma adequada e suficiente. No entanto, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) o advento da pandemia acentuou o quadro de insegurança alimentar em níveis mundias motivado, principalmente, pela críse econômica estabelecida e a ausência de projetos governamentais para fornecer suporte a população mais vulnerável ao problema vigente.

Sob essa perspectiva, um levantamento realizado pela Organização Internacional do Trabalho estima que a pandemia desempregará cerca de 200 milhôes de pessoas. No Brasil, até o momento, são cerca de 14 milhões de desempregados que atrelado ao aumento dos produtos básicos alimentares, culmina em um país que regride e retorna ao mapa mundial da fome, atingindo, aproximadamente, 19 milhões de cidadãos. Diante disso, é perceptível que o enfraquecimento do poder de consumo alimentar afeta, sobretudo, a população de baixa renda.

Por consequinte, decorrente da ruptura do “contrato social”, formulado pelo filósofo Thomas Hobbes, entre o Estado e sua população, o suporte fornecido a população carente surge das organizações sem fins lucrativos. No entanto, para que se cumpra o objetivo estabelecido pelo Estado de Segurança Alimentar e Nutricional de erradicar a fome mundial é necessário a adoação de politicas públicas permanentes a essa população, para que se obtenha uma estabilidade nutricional. Dessa forma, é indiscustível a necessidade do controle inflacionário dos produtos alimentares, bem como, a adoação de políticas sociais por parte do Estado, a fim de atingir um patamar de segurança alimentar.

Depreende-se, portanto, que para solucionar o agravamento da fome  em decorrência dos efeitos da pandemia urgi a necessidade que a ONU articule, por meio de acordos internacionais, parcerias entre países portadores de tecnológia agrícola e nações propicias a atividade primária, a fim de se estabelecer um projeto de distribuição alimentar uniforme e otimizada, direcionando-a a Estados e populações deficitária na quantidade de alimento. Espera-se, assim, contornar a crescente críse do abastecimento alimentar e, consequentemente, a redução da população mundial em situação de insegurança nutricional.