A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 18/09/2021

“Uma das características da cultura é tornar normal o que não é”. A afirmação atribuída ao historiador Leandro Karnal Carnal simboliza claramente o comportamento social diante a questão da fome em tempo de pandemia, já que é justamente a questão que a enraiza e a aprofunda como problemática no Brasil. Assim, tal situação tem como origem inegável a ausência do Estado. Nesse sentido, aprofundam essa vicissitude não só a falta de políticas públicas eficientes como também a desproporcionalidade na produção de algumas culturas.

É fundamental destacar que a falta de políticas públicas eficientes, como no programa bolsa família, responsável por garantir auxílio aos mais pobres, tem causado o alastramento da fome no Brasil. Segundo, a Letícia Bartholo que estuda políticas públicas de combate a pobreza e desigualdade, relata que os valores repassados as famílias do programa, estão desatualizados e não são suficientes para comprar alimentos, impossibilitando uma alimentação digna.

Além disso, a desproporcionalidade na produção de algumas culturas, tem ajudado a fome a crescer. Um exemplo disso, é no cultivo da soja em comparação com o cultivo de alimentos que fazem parte da cesta básica, onde a primeira tem se sobressaído sobre a segunda, porquê, a produção de soja para exportação tem sido mais rentável economicamente tanto para o produtor, quando para o Estado, além de receber mais estímulos do governo federal em comparação as demais culturas. Dessa forma, encarecendo o custo dos alimentos que compõem a cesta básica.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a fome no Brasil. Logo, o Estado, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, devem criar projetos para estimular a produção das culturas que iram dar origem a cesta básica, através da liberação de créditos e bonificações para esses produtores. Nesse sentido, o fito de tal ação é garantir o direito humano à alimentação adequada. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador, " Na mudança do presente a gente molda o futuro".