A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 18/09/2021

A Constituição Federal em seu sexto artigo garante a alimentação como um direito social. Entretanto, nesse período de pandemia do Sars-Cov2 o Brasil tem registrado um aumento no  número de casos de fome. Sendo esse causado principalmente pelas grandes exportações das produções alimentícias nacional e pelo aumento no quadro de desempregados.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, a exportação dos produtos alimentícios tem sido um fator crítico em relação a fome vivenciada por parte da populção brasileira durante essa epidemia. Diante disso, o Brasil é o terceiro maior produtor de comestíveis do mundo e o segundo maior exportador, de acordo com, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Com base nisso, podemos perceber que mesmo tendo uma grande produção de alimentos essa fica comprometida pelas exportações, diminuindo a oferta de mantimentos para a sociedade brasileira.

Em segundo lugar, o crescimento no número de desempregados, nesse período de epidemia do covid-19, tem influênciado negativamente a questão da fome. Segundo pesquisa amostral do Institudo de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil encerrou o ano de 2020 com cerca de 13,5% de sua população, economicamente ativa, desempregada sendo esse um valor recorde para o índice. Isso acarreta em uma dimiminuição na renda de várias famílias que acabam ficando sem recursos financeiros para adquirir seu próprio alimento.

Portanto, o Brasil precisa urgentemente voltar a criar novas oportunidades de empregos. O Ministério do Trabalho juntamente com o Ministério da Educação devem criar políticas públicas voltadas para qualificação de profissionais, para que estes consigam se adequar as novas formas de trabalho, por meio de cursos profissionalizantes e palestras, atingindo assim um crescente número de pessoas e diminuindo os casos de fome.