A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 27/09/2021

A Agenda de 2030, um plano de ações desenvolvidas no âmbito da Organização das Nações Unidas, tinha como um dos objetivos do desenvolvimento sustentável erradicar a pobreza, bem como a fome. No entanto, com a situação de crise sanitária mundial, além do aumento de desigualdade social, essas metas também foram afetadas negativamente e aumentou a questão de pessoas sem comida em suas casas. Dessa forma, têm-se que esse empecilho se deu pela negligência governamental e tem como consequência uma crise de insegurança alimentar.

Sob essa prisma, a crise sanitária mundial, causada pela covid-19 que lotou os hospitais com pacientes graves, agravou o problema financeiro e o aumento de pessoas sem comidas e com fome. Nesse viés, de acordo com uma pesquisa feita por cientistas do grupo “Alimentos para a Justiça”, da Universidade de Berlim, em 2021, cerca de 58 milhões de brasileiros correm o risco de deixar de comer por não terem dinheiro. Desse modo, nota-se que não teve uma preparação financeira nesse período, o que ocasionou a demissão de trabalhadores, falta de emprego e de estratégia para apoiar os que mais necessitavam. Assim, o resultado do empobrecimento da população brasileira é a desnutrição, isso ajuda as pessoas a pegarem doenças com mais facilidade, além do enfraquecimento dos ossos.

Outrossim, a insegurança alimentar é uma situação em que a população de um país ou região não tem acesso físico, social e econômico a recursos e alimentos nutritivos que atendam às suas necessidades dietéticas. Nesse quesito, segundo o Insitituto Brasileiro de Geografia e Estátisticas, o nível grave, quando os moradores passam por privação severa no consumo de alimentos, atinge 10,3 milhões de brasileiros. Dessa maneira, as pessoas que vivem nessas situações não tem esperança nem de arrumar algum trabalho, visto que a pandemia afetou todos os setores, que ajudem nas compras de algumas comidas. Nesse sentido, além de prejudicar na nutrição, prejudica também na saúde mental, pois a alimentação é um fator para evitar a depressão, ansiedade, além da pessoa sentir a sensação da fome e de estar com o estomâgo fazio e mesmo assim não ter o que comer.

Portanto, fica claro que a pandemia atenuou e aumentou uma realidade que os orgãos já tentavam combater, realidade essa que prejudica a saúde dos que passam por essa situação. Assim sendo, é dever do Governo Federal, por meio das redes sociais -com textos e vídeos apelativos-, sensibilizar e mobilizar a população a fazer doações de alimentos para as comunidades carentes das regiões em que elas vivem, além do governo ajudar financeiramente e psicológicament, com visitas de profissionais da saúde que possam ajudar, a fim de suprir as suas necessidades e ajudá-los a passarem por essa situação. Logo, com a solidariedade espera-se reverter o quadro de pessoas que passam fome.