A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 27/09/2021

O livro “O Quinze”, de Rachel de Queiroz, evidencia o descaso governamental diante da população marginalizada. Em consoante à crise econômica no Brasil que agravou-se com o início da pandemia da Covid-19, é exposto que o País voltou ao mapa mundial da fome, evidenciando, dessa forma, o descaso acerca da população de baixa renda, que agravou-se com o aumento da taxa de desemprego. Em razão disso, faz-se pertinente debater acerca da questão da fome em tempos de pandemia.

A princípio, é necessário avaliar os danos causados pela pandemia para fomentar condutas paleativas afim de minimizar os danos ocasionados. Segundo pesquisas do IBGE a taxa de desemprego no Brasil fica 14,6% e atinge 14 milhões de pessoas, assim, o desemprego acaba agravando o mapa da fome. Além disso, o sucateamento da assistência social no Brasil vem mostrando o descaso com a população de baixa renda, na qual jornais como o jornal nacional da Globo, evidencia que muitas famílias estão sofrendo acidentes domésticos ao cozinhar com álcool, após o aumento do preço do gás de cozinha, além de muitos outros problemas.

Em seguida, convém expor que o regime econômico capitalista é o principal agravante para o crescente aumento do mapa da fome. Visto que, no jornal nacional, foi exposto que antes da pandemia ossos bovinos eram doados, e agora são vendidos, evidenciando, assim que o lucro das grandes empresas estão em primeiro lugar. Além disso, o auxílio emergencial doado pelo Governo não condiz com os gastos alimentares básicos das famílias, o que gera pânico nos setores marginalizados da sociedade. Dessa forma, é nítida a falta de engajamento dos setores da assistência social juntamente com os governos federais, para impedir o avanço dos índices do mapa da fome no Brasil.

Em suma, é necessário minimizar os danos causados pela pandemia de Covid-19 que agravou a fome no País. Em razão disso, cabe ao Ministério da Economia, juntamente com as câmaras municipais, elaborar e efetivar projetos trabalhistas e de ajuda financeira para as classes sociais mais afetadas com a pandemia, para que a taxa de fome no Brasil diminua. Além disso, têm-se a necessidade que  haja investimento nos setores da assistência social do Brasil, que assegurem os direitos dos cidadãos, segundo a constituição de 1988. Para que, dessa forma, a fome no Brasil volte a ser passado no País.