A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 21/09/2021
Conforme documentário produzido pela ONG Legião da Boa Vontade (LBV) a questão da fome no Brasil se agravou muito no contexto de pandemia. Entretanto, tal panorama ainda é tratado com descaso pelo governo e o que percebe-se é que há negligência em relação ao dever governamental de garantir os direitos previstos pela constituição. Logo, as famílias sofrem com a falta de assistência do Estado e se submetem a péssimas condições alimentícias em prol da sobrevivência.
Mormente, vale ressaltar que a indiferença com a qual o governo atual trata as questões dos menos favorecidos potencializa as desigualdades sociais. Diante disso, verifica-se que as belas palavras descritas pelo Artigo VI, da Constituição Federal, que asseguram o direito a alimentação e tantos outros, tornam-se inoperantes uma vez que não são colocadas em ação pelo próprio poder constituinte. Destarte, é fundamental que o sentimento solidário seja despertado na sociedade civil e que o princípio da alteridade, à luz da antropolocia social, seja também praticado, a fim de tentar suprir as lacunas deixadas pelo Estado na vida de tantos brasileiros que atualmente vivenciam o cenário da fome.
Além disso, toda a negligência supracitada reflete diretamente na condição a qual os indivíduos em vulnerabilidade social precisam se submeter para sobreviver. Nesse sentido, o documentário “Ilha das flores” que mostra pessoas que buscam alimento em lixões, denuncia também a incapacidade dos orgãos sociais em lutar pelas causas desses indivíduos que tentam garantir sua sobrevivência ao submeterem-se a situações subumanas. Assim, vivenciam a invisibilidade social, perdem a dignidade e com o tempo adquirem doenças.
Infere-se, portanto, que a questão da fome no Brasil já era preocupante e com a pandemia a situação se agravou, como mencionado pela produção documental da LBV. Por essa razão, é impressindível a ação imediata do Estado a fim de garantir que o alimento seja acessível a todos, como é previsto na Constituição. Para isso, faz-se necessário que projetos de combate a fome sejam resgatados pelo Estado e que em conjunto com as Organizações Não Governamentais (ONG’s) possam mobilizar a sociedade civil para praticar a solidariedade e corroborar com a ação social. Por conseguinte, tornar-se-à possível reduzir a vulnerabilidade dos menos favorecidos socialmente e os indivíduos após serem nutridos estarão mais dispostos nos estudos e no trabalho, além de fortalecidos imunologicamente contra infecções.