A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 08/10/2021

A constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo sexto, o direito a assistência aos desamparados como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não é verificada na prática quando se observa a fome em anos pandêmicos. Diante dessa perspectiva é essencial a análise de fatores como a falta de assistência governamental e a empatia do povo brasileiro, os quais favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a fome em tempos de pandemia no Brasil. Nesse sentido é notável como a falta de assistência do governo pode agravar essa situação ainda mais delicada, trazendo incerteza por tempos melhores e fragilizando os desamparados, os quais se já se encontram em situação desumana. Esse conjunto, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre com sua função assistencial, o que infelizmente é evidente no Brasil.

Ademais, é fundamental apontar a inércia do povo brasileiro como impulsionador da fome no país. Segundo o portal de informações G1, em pouco menos de dois anos ocorreu uma crescente de nove milhões de brasileiros que carregam a incerteza de garantir uma única refeição. Diante de tal exposto, é importante enaltecer a importância da caridade das pessoas nessa situação de pandemia. Logo, é inadmissível a continuidade desse cenário.

Depreende-se, portanto a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é necessário que o Estado brasileiro por intermediação com o Congresso Nacional, entrem em discussão para realização da criação de um piso de valor no plano orçamentário para a assistência social pública, com o intuito de amenizar a desigualdade social e consequentemente garantir a diminuição no índice da fome no país.