A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 27/09/2021

A pandemia do Covid-19 trouxe implicações não apenas no cenário  de ordem médica e epidemiológica, mas também provocou consequências no campo social, econômico e político do país. De acordo com dados levantados pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan), no final do ano de 2020, 19 milhões de brasileiros passaram fome ou enfrentaram algum tipo de insegurança alimentar. Diante desse cenário, faz-se necessário examinar os fatores que favoreceram o agravamento desse problema.

Em uma primeira análise, deve-se destacar que o problema da fome no Brasil não é algo novo. Diversos programas de combate a fome, ao longo dos anos, têm tentado tirar o páis do mapa da fome. Contudo, com o agravo da pandemia essa situação voltou a se alarmar. Devido a necessidade de combater o coronavírus, foram necessária medidas para conter sua disseminação.  Umas das medidas iniciais foi o fechamento dos serviços não essenciais. Comerciantes a fim de conter gastos e prejuízos com a quedas das vendas, foram forçados a reduzir o quadro de funcionários, o que refletiu em diversas demissões, aumentando a taxa de desemprego e, consequentemente, acentuando a fome no país.

Além disso, é fundamental apontar como a inflação sobre o preço dos alimentos aumentaram nesses últimos tempos.  De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde o início da pandemia, o preço dos alimentos aumentaram em 15%, o que reforçou ainda mais a questão da fome.  Muitas pessoas recorreram ao consumo de alimentos processados, poucos nutritivos, porém mais acessíveis, já outros nem sequer tinham a opção de consumí-los, tendo apenas como alternativa o consumo de sobras de alimentos ou doações.

Infere-se diante do exposto a necessidade de mitigar tais problemas. Para isso, é necessário que o Governo, através de programasss e projetos, disponibilize de forma mais acessível alimentos de qualidade para a população que sofre com as consequências da pandemia, assim como proporcionar uma renda àqueles que sem encontram na margem do desemprego, através da manutenção de auxílios financeiros. Além disso, deve-se investir em campanhas de divulgação de ONGS que tenham como objetivo arrecardar e distribuir alimentos para os que se encontram em situação de vulnerabilidade, a fim de se tentar conter esse problema agravado durante a pandemia.