A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 05/10/2021

Desde de 2019, a pandemia de coronavírus, somada com a administração ineficiente do governo federal, impactou de maneira negativa na economia brasileira, desvalorizando mais ainda o real frente ao dólar e, como consequência, aumentando as exportações para fora do Brasil, principalmente de comida, e desabastecendo o mercado interno. Devido à falta de oferta, o valor dos alimentos teve um grande aumento, gerando inflação e fome e insegurança alimentar em entorno de 50% das famílias. Dessa forma, é preciso que o ministério da economia tome medidas para manter mais produtos dentro do país, por meio de taxações e diminuição dos impostos em mercadorias de importância nutricional.

Nesse sentido, é perceptível o impacto do aumento dessas exportações na alimentação do brasileiro desde o aumento do preço da carne logo em janeiro de 2020, nos primórdios da pandemia de COVID-19. Nesse período, após os primeiros casos da doença, houve um grande abate de animais na pecuária chinesa como forma de tentar conter as infecções. Dessa forma, gerou aumento no valor dos produtos de origem animal no país asiático devido sua falta e, com finalidade de lucro, os frigoríficos no Brasil passaram a enviar sua mercadoria para lá, desabastecendo o mercado e causando um acréscimo de mais de 30% em seu valor aqui.

Não obstante, ao ser atingido pela pandemia, o Brasil viu sua economia e sua população, já fragilizadas pelo desemprego e pela inflação, sofrer ainda mais com os impactos do isolamento e da crise mundial. Nesse contexto, a subida galopante no valor do dólar para quase 6 reais fez, novamente, os níveis de exportações subirem, possibilitando a venda mais barata de produtos ao converter uma moeda para outra a fim de comercializar no mercado externo. Nesse caso, o impacto é mais extenso por abranger mercadorias de qualquer gênero, principalmente na alimentação. Segundo o jornal Gazeta do Povo, se tornou 11,39% mais caro se alimentar no Brasil, situação que fez mais de 50% das famílias ficar em situação de insegurança alimentar, segundo a Rede Penssan.

Para resolver essa situação, é preciso que o ministério da economia tome medidas para tornar mais atrativo, para os produtores brasileiros, abastecer o mercado interno, por meio de incentivos fiscais, como a diminuição de impostos na venda de alimentos e criando e aumentando taxas de exportação por período determinado. Assim, é possível reverter o processo de encarecimento da comida no Brasil, causando desvalorização dela com à ampliação de sua oferta no país. No entanto, é necessário que essas medidas sejam tomadas de forma estratégica, pensando nos componentes mais importantes da alimentação brasileira, como arroz, feijão e carnes, para que gere o maior efeitos neles e nas compras da maior parte do povo.