A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 28/09/2021
Segundo o Artigo 1º da Declaração dos Direitos Humanos, todos nascem iguais em dignidade e em direitos. Entretanto, essa não é uma realidade brasileira, visto que, infelizmente, muitos ainda sofrem com a fome, a qual teve um aumento brusco durante a pandemia do coronavírus, tanto pela desigualdade social, como também pela falta de interesse político em resolver tal assunto. Cabe-se, então, alcançar medidas efetivas de combate a essa triste realidade.
Em primeiro lugar, é nítido que no Brasil há uma enorme desigualdade social que faz o número de pessoas sem comida ser grande. Nesse sentido, a Carolina de Jesus, autora do livro “Quarto de Despejo”, relata a dificuldade de lidar com a fome e com a pobreza na década de 50. Apesar do tempo ter passado, o que ela mostra no livro vem aumentando constantemente na pandemia, pois, enquanto muitas pessoas têm o que comer, outras estão passando fome. Assim, diminuir as diferenças econômicas sociais é importante para diminuir a falta de alimentos para todos.
Ademais, a falta de interesse político faz com que seja mais difícil solucionar essa problemática. Nesse contexto, a Constituição de 1988, vigente no Brasil atualmente, garante o acesso à saúde para todos os cidadãos. Contudo, é esquecido que a fome faz parte da saúde da população e deveria ser garantida também, principalmente no meio de uma pandemia. Logo, há uma negligência estatal que precisa ser resolvida para a sociedade brasileira evoluir.
Portanto, o Governo Federal, responsável pelo bem da nação, deve diminuir a desigualdade social. Isso deve ocorrer por meio de mais verbas direcionadas à ofertas de empregos e a uma qualidade educacional melhor, a fim de diminuir a fome também. Além disso, o poder Legislativo precisa garantir que alimentos sejam distribuidos para todos os cidadãos, por meio de leis mais duras em relação a isso. Assim, espera-se que a sociedade brasileira esteja de acordo com o Artigo 1º.