A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 29/09/2021
No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e se alimentam dos restos da comida do nível de cima. Essa realidade distópica do filme revela gravidade do problema da insegurança alimentar e da fome, presente no mundo antes e durante a pandemia do coronavírus.
Durante o ano de 2020, aproximadamente um décimo da população global enfrentarou a fome. No Brasil, estima-se que 19 milhões de brasileiros estiveram em situação grave em relação ao acesso à alimentação.
Ademais, o desemprego no país durante esse período também obteve um aumento considerável. Essa problemática está atrelada, principalmente, a falta de medidas do governo para garantir que a população não perca seus empregos e seu direito à alimentação. Além disso, houve o encarecimento da comida em geral, mas afetando principalmente o preço do arroz, do feijão e da carne, que são fundamentais para os brasileiros. Com isso, os mais pobres tiveram que buscar opções mais baratas, chegando até mesmo a consumir ossos com retalhos de carne e arroz fragmentado, e os mais ricos continuaram com suas refeições cotidianas, sem nenhum impacto considerável.
Diante do exposto, concluí-se que o agravamento dramático da fome está intimamente ligado à pandemia do coronavírus e a ausência de medidas que pudessem auxiliar a segurança alimentar do cidadão. Sendo assim, é essencial a criação de projetos dos ministérios, como o Ministério da Economia e o Ministério da Cidadania, por exemplo, que amparem a população pobre do país. Também se faz importante a elaboração de decretos e leis que deem assistência para empresas, e assim, garantindo a permanência das pessoas em seus empregos. Consequentemente, assegurando a segurança alimentar e o direito ao alimento dos cidadãos. Certificando-se que, assim como a classe rica, os mais pobres tenham acesso a uma boa refeição, mesmo diante de uma pandemia.