A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 29/09/2021

De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, o homem é detentor de direitos sociais, dentre eles o de garantia à alimentação de qualidade. No entanto, evidencia-se, infelizmente, a não efetivação desse direito na sociedade hodierna, principalmente no período de pandemia. Logo, analisa-se o exacerbado individualismo do homem aliado ao crescente desemprego como intensificadores dessa problemática.

Decerto, é notória a presença cada vez maior de indivíduos egocêntricos na sociedade em tempos de pandemia, os quais direcionam sua atenção apenas para a efetivação das suas necessidades e vontades indivuais. Ilustra bem isso no conceito do sociólogo Noam Chomsky, Impessoas, o qual afirma que parte da sociedade é analisada como inferior e destituída de cidadania digna, logo não possui a efetivação de seus direitos, nesse contexto o de alimentação contínua e saudável. Exemplifica bem isso na ausência de atitudes empáticas da população que possui elevado poder aquisitivo na pandemia, como doação de cestas básica, para com aquelas pessoas que estão em situação de carência financeira, logo não possuem condições de comprar alimentos de qualidade que proporcionem a satisfação alimentar. Por conseguinte, analisa-se como o individualismo induz a prevalência da fome no meio social pandêmico.

Ademais, cabe ressaltar como o desemprego intensifica a quantidade de pessoas em situação de fome no período de pandemia. Isso acontece visto que membros da sociedade brasileira possuem empregos informais, como vendedores ambulantes ou recicladores de lixo, os quais a suas realizações foram prejuicadas em virtude das regras estabelecidas pelo Governo Federal para amenizar a propagação da doença Covid-19, por exemplo o distanciamento social. Diante disso, com a forma de alcance financeiro comprometida, muitos indivíduos amenizaram as condições para a manutenção de alimentação contínua ou para a compra de alimentos básicos,  como frutas, arroz ou feijão. Por consequência disso, a fome durante a pandemia tornou-se cada vez mais presente.

Fica clara, portanto, a questão da fome na pandemia. Para tanto, a parcela da sociedade detentora de elevado poder aquisitivo, como instituições privadas, devem auxilar entidades, as quais estejam direcionadas para assistências sociais, como a Legião da Boa Vontade, por meio de  doações de cestas básicas ou recursos financeiros para a compra de alimentos, a fim de que a quantidade de pessoas com fome seja amenizada. Outrossim, o Governo Federal deve conceder o alcance de alimentos para os cidadãos desempregados, por meio mapeamento, o qual é realizado com pesquisas nas regiões periféricas,  de indivíduos nessa condição, para que todos tenham acesso a alimentação contínua.