A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 13/10/2021

Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre eles. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que concerne à questão da fome durante a pandemia, que segue sem uma intervenção que a resolva. Nesse contexto, torna-se evidente como causas o aumento nos valores dos alimentos, bem como o desemprego.

Deve-se pontuar, de início, que o aumento no valor da comida configura-se como um grave empecilho. Por exemplo, alguns países estocaram alimentos por terem medo de acabar, por isso, ao fazer a estocagem houve muita demanda para pouca oferta, o que fez com que obtivesse um preço abusivo e, consequentemente, pessoas de baixa renda não conseguiu adquirir sua refeição. Com isso, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, o número de sejeitos em situação de fome subiu para 19 milhões durante a pandemia. Desse modo, é visível que a superioridade de algumas classes sociais prejudicou aqueles que se encontram na linha de pobreza.

Além disso, evidencia-se que o desemprego é também um grande responsável pela complexidade do problema. Assim, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente o Brasil bateu o recorde com 14,8 milhões de desempregados, pois com o isolamento social juntamente com a crise financeira muitas empresas tiveram que fechar. Então, esse problema foi um dificultador para que as pessoas conseguissem comprar seus alimentos, pelo fato de não terem dinheiro suficiente. Logo, foi preciso que o governo disponibilizasse auxílio para diversas famílias, o que ajudou a comprarem suas refeições básicas.

Portanto, é notório que diante o aumento abusivo nos preços e com o desemprego a fome atinge milhares de sujeitos durante a pandemia. Dessa maneira, é necessário que o Governo juntamente ao Ministério da Cidadania, continue contribuindo com o auxílio emergencial com um valor mais alto, distribua cestas básicas e aumente o salário mínimo, com o intuito de ajudar as famílias mais carentes. Além disso, é preciso investir em indústrias e empresas, para que todos tenham emprego. Assim, terá a finalidade de que todos os cidadãos brasileiros consigam fazer pelo menos duas refeições básicas todos os dias.