A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 01/10/2021
Jean-Paul Sartre, filósofo existencialista, discorre que o homem é condenado a ser livre, sendo, portanto, responsável pelos seus atos. De maneira análoga, ao analisar a questão da fome em tempos de pandemia, percebe-se que essa problemática tem como responsável a própria coletividade, que, por isso, promove a falta de apoio do Estado. Faz-se necessário um debate em torno de tais elementos do cotidiano.
Em primeiro plano, é preciso atentar para impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que ‘‘A justiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar’’ cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange a fome em tempos de pandemia.
Além disso, a fome em tempos de pandemia encontra terra fértil no individualismo. Na obra ‘‘Modernidade Liquida’’, Zygmund Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo egoísmo. Porquanto, há como consequência disso, a falta de afinidade, pois para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da fome em tempos de pandemia funciona como um forte empecilho para a sua resolução.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. para que isto ocorra, o MEC (Ministério da Educação) juntamente com a secretaria da cultura deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do Ensino Médio, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferência nas redes sociais dos ministérios, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a fome em tempos de pandemia e atingir um público maior.