A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 04/10/2021
Canal de notícias do G1 divulgou que no final de 2020 cerca de 19 milhões de pessoas passam fome no país.Esta pesquisa revela o quão dramático é a situação do Brasil em tempo de pandemia, e evidencia que a fome possui suas raízes na distribuição desigual de renda e na falta de políticas públicas que atendam os mais necessitados.
Em primeira análise, é importante frisar o caráter quando é contraditório da ocorrência da fome no Brasil, pois segundo dados da OMC (Organização Mundial de Comércio) o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos do mundo. Considerando o fato, é plausível afirmar, que a produção de alimentos não é destinada às pessoas, mas sim ao comércio e a quem pode comprar. Desse modo, a fome torna-se uma consequência da desigualdade de renda.
Outrossim, Aristóteles, filósofo grego, afirma que a política tem por função preservar a integração dos indivíduos na sociedade. Nesse sentido, ações governamentais são de alto valor para o combate desta mazela social, entretanto o cenário atual mostra severa negligência as políticas públicas, como o bolsa família.
Portanto, para combater as problemáticas supracitadas, o Estado deve financiar políticas públicas, através da arrecadação de impostos de grandes exportadores para que se possa mitigar a desigualdade de renda e precária distribuição de alimentos. Assim tendo, de maneira progressiva, um país menos desigual e contraditório em relação ao fome.