A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 04/10/2021
No filme “Parasita”, é retratado uma família sul-coreana, a qual vive sob condições precárias dentro dos subúrbios da sociedade coreana. Ao longo da trama, a narrativa revela o cotidiano desta família enquanto tentam sobreviver desempregados, enfrentando diaramente os desafios do capitalismo. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada a aquela do século XXI: as condições precárias daqueles que vivem diaramente sobre as consequência da desigualdade social e da fome em nossa sociedade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que um décimo da população mundial enfrentou a fome durante o começo da pandemia. No período de 2019, a pandemia afetou cerca de 20 mil brasileiros de acordo com levantamento feito pelo site Uol. Assim, apesar disso, 50% da população também enfrenta algum tipo de ameaça aos direitos alimentícios fazendo com que o consumo de restos de carnes e ossos aumente drasticamente durante este período de tempo, uma prática antes que era três vezes menor.
Ademais, é agravada pela crise sanitaria que consigo também nos traz uma relação profunda com a desigualdade social implementada na sociedade brasileira. Segundo, um levantamento feito pelo Uol indica que além das regiões antes conhecidas pelo seu quadro de fome, por exemplo, como o norte, nordeste e centro-oeste, a fome passa a acontecer em todo o Brasil. Logo, mesmo em regiões com índice menor de fome, cerca de 50% das familias começam a fazer parte da insegurança alimentar presente durante a pandemia.
Portanto, é preciso que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para que haja redução do mapa da fome no Brasil, urge que o MESA, por meio de ações de combate à fome e a desigualdade presente nas milhares de famílias desempregadas, criem projetos que reduzam o preço da carne e que tornem a alimentação mais acessível. Somente assim, será possível que a comida chegue a mesa dos brasileiros.