A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 04/10/2021

O Modernismo brasileiro foi um movimento de grandes transformações sociais, políticas e estéticas, o qual visava propor voz a todos os segmentos populacionais. No entanto, hodiernamente, percebe-se que esse ideal é revogado na medida em que a questão da fome aumentou no período de pandemia. Nesse sentido, é necessário destacar duas vertentes que contribuem para a perpetuação da querela: a inflação que o sistema econômico enfrenta e o aumento da pobreza proveniente da crise.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a política monetária não convencional adotada pelo governo brasileiro: a de dar auxílio emergencial aos necessitados. Nesse contexto, segundo dados do site do Governo Federal do Brasil, a ajuda de custos à pessoas com vulnerabilidade socioeconômica chegou a cerca de 60% da população. Em virtude disso, foi colocada uma grande quantidade de papel moeda na economia e, por consequência, o país sofreu com a elevação da inflação. Isso causou na perda do poder de compra do brasileiro, o que resulta no aumento da fome na nação.

Ademais, é primordial apontar o aumento da pobreza no país proveniente da crise do covid-19. Nesse cenário, a Fundação Getúlio Vargas estima que 18 milhões de pessoas passaram a viver em extrema pobreza no período da implementação da quarentena. Por esse motivo, o problema da fome no Brasil se agravou e isso reflete na dificuldade que a nação enfrenta para a recuperação da economia do país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigação dos efeitos da crise do coronavírus. Para isso, é fundamental que o Ministério da Econômia ofereça incentivos fiscais aos empresários do país, a fim de fomentar o cenário de empreendimentos no país. Pelo fato de com a facilidade para implementação de novas empresas, há um aumento na criação de novos empregos. Dessa forma, a nação poderá sair da linha de pobreza e, consequentemente, a economia do país irá progredir e o problema da fome será erradicado.