A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 27/10/2021

Segundo Carolina Maria de Jesus, em “Quarto de Despejo”, “A pior coisa do mundo é a fome.” De maneira análoga a isso, é possível citar a questão da fome na pandemia do novo coronavírus, na qual diariamente famílias não têm acesso à alimentação. Isso ocorre tanto pela alto índice do desemprego quanto pelo aumento abusivo de itens básico.

Em primeira análise, evidencia-se o alto índice de desemprego no Brasil, que desde o início desse período pandêmico, só vêm aumentando. Sob essa ótica, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Aponta que a quantidade de pessoas desempregadas bateu recorde, com cerca de 14,8 milhões de cidadãos sem trabalho. Esse número representa pessoas que perderam seus empregos, tiveram seus negócios dados como falidos ou não conseguiram trabalhar já que em diversos locais foi botado em prática o “lockdown” e rodízios de funcionamento.

Consequentemente diante do aumento abusivo de itens básicos de alimentação, essas pessoas que perderam seus empregos ou foram impossibilitadas de ir às ruas, não conseguem se alimentar ou se sustentar como faziam antes. No ponto de vista de Thomas Marshall “Ser cidadão é gozar plenamente dos direitos civis, sociais e políticos.” No entanto a pandemia é uma exclusão clara a esses cidadãos que sequer possuem direitos como, trabalho e uma renda fixa e ainda deixa claro como a assistência aos mais pobres e menos favorecidos tende a ser mais precária ainda.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar a questão da fome em tempos de pandemia. Dessa maneira cabe ao Estado, por meio de direcionamento de verbas ao Ministério da Cidadania, fornecer alimentos, por meio criação de projetos que visem a distribuição de cestas básicas, a fim de que pessoas em vulnerabilidade financeira e social tenham acesso à boa alimentação. Somente assim a fome, sendo a pior coisa do mundo não afetará a sociedade.