A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 11/11/2021

Na obra ‘‘Utopia’’ do escritor inglês Thomas More, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a questão da fome em tempo de pandemia apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto, tanto da ausência de interesse de ONGs, quanto da negligência governamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é válido ressaltar  a ausência de interesse das ONGs que deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não acontece no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades que não investe nessas organizações, e isto afeta de forma bastante negativa a população. Prova disso é que, Segundo o jornal da Globo, um açougue em Cuiabá, estava distribuindo pedaços de ossos com alguns retalhos de carne, ainda mostra na reportagem, pessoas que consomem esses alimentos cru, lá mesmo, sem nenhum preparo, correndo o risco de contrair alguma doença. Desse modo, faz-se-mister a reformulação dessa portura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de investimento governamental como promotor do problema. De acordo com o site do UOL, muitas famílias consomem produtos com bem mais impurezas, por ser mais barato, isto é comprovado em um dado divulgado pelo programa do fantástico, onde mostra que devido a pandemia da corona-virús, os preços dos alimentos aumentaram, por exemplo, o arroz ficou 56% mais caro e o feijão 71%, partindo desse pressuposto, isto acontece porque o Governo não investe em restaurantes populares. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho, já que a escassez do agente exposto contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios sobre o impasse mencionado, necessita-se, de forma urgente, que o Tribunal das Contas da União, direcione capital que, por intermédio de ONGs, que será revertido na distribuição de alimentos, por meio da arrecadação e distribuição dos mesmos, essas cestas básicas devem ser distribuídas por voluntários para as famílias, paralelamente, o Governo deve investir na criação de restaurantes populares nas áreas mais humildes. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo da fome na pandemia e coletividade alcançará a Utopia de More.