A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 07/10/2021
Na série “Cidade dos Mortos”, é ilustrada o agravamento da fome em virtude de fatores socioeconômicos vigentes e da falta de políticas públicas no período de pandemia. Fora das telas, no Brasil hodierno, muitos brasileiros enfrentam problemas nutritivos pela estratificação social existente e pela inércia do governo na promoção de ações para enfrentar a fome durante o surto do Covid-19. Por conseguinte, é necessária a ação estatal para fornecer recursos nutritivos para toda a população.
Em primeiro plano, nota-se que a dificuldade socioeconômica existente faz com que aumente os números de pessoas com fome em tempos de pandemia no Brasil. Dessa forma, analogamente à Revolução Francesa – a qual ilustrou as dificuldades encontradas por parte da população para comprar alimentos por não possuírem poder aquisitivo -, infere-se que problemas econômicos enfrentados por grande parte da população agrava à problemática da fome no cenário atual. Consequentemente, tendo em vista o fato supracitado, muitos cidadãos brasileiros não conseguem se alimentar em períodos de pandemia pelo aumento dos preços dos alimentos e devido à falta de recursos financeiros para comprar comida. Assim sendo, é necessário aumentar o poder aquisitivo desses indivíduos para viabilizar a compra de alimentos por eles.
Outrossim, é inegável que a falta de políticas públicas é um dos impulsionadores para a persistência da problemática na nação. Sendo assim, ao não dispor de ações governamentais que se preocupem com a alimentação da população, como previsto pela Constituição Federal de 1988, o Estado infringe a prerrogativa supracitada por não possuir planos estratégicos de combate à fome, inclusive em períodos de surto de doenças. Assim, devido à infração da lei pelo poder público, muitos grupos sociais vulneráveis passam fome no território nacional, uma vez que o órgão responsável por desenvolver ações para sanar problemas sociais infringe a lei e não desempenha seu papel conforme é previsto pela constituição do país. Logo, é mister afirmar a necessidade do cumprimento da lei pelo Estado.
Portanto, cabe ao Ministério do Trabalho disponibilizar vagas de emprego – nas áreas mais carentes do setor trabalhista, por meio da parceria público-privada com empresas, com o intuito de aumentar o poder aquisitivo de grande parte da população e tornar os cidadãos aptos a comprarem os alimentos para consumirem. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça fiscalizar as ações realizadas pelos governos estaduais, por meio da criação de comissões fiscalizadores – com o foco nas políticas públicas, com a finalidade de garantir que os governantes cumpram a lei e realizam políticas públicas de combate à fome. Destarte, a adoção de tais medidas, contribuirá para a diminuição da fome em tempos de pandemia no Brasil.