A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 07/10/2021

O capitalismo é uma forma de organização social que gera desigualdade social de forma natural, todos os países que adotam esse sistema nunca poderão atingir a igualdade absoluta entre os seus membros. Entretanto, cabe ao país em questão adotar medidas que gerem relativa igualdade economica entre a sua comunidade, principalmente em tempos adversos como a pandemia de covid-19.

Uma das medidas recentes encontradas pelo governo brasileiro para ajudar a populção mais carente, foi o auxilio emergencial, que beneficiou milhões de pessoas que trabalhavam por conta própria e que tinham sido afetadas pela pandemia. Porém, tal gesto não foi capaz de acabar com a fome no país, tendo em vista que o preço dos alimentos subiram vertiginosamente. Diante desse paradigma, sobra apenas duas opções para aqueles que se alimentam com o dinheiro que ganham no próprio dia, a primeira é tentar se reinventar na profissão e a outra é apelar para a solidariedade de terceiros.

Além disso, vale a pena salientar também, que a fome se mostra de modo mais intenso em áreas periféricas e rurais da sociedade, portanto, muitas vezes ela não se dá de modo explicito no cotidiano das pessoas e isso faz com que muitos deixem de pensar em atos filantrópicos. Perante esse fato, familias necessitadas de ajuda ficam cada vez mais prejudicadas com a falta de visibilidade social.

Em contramão a escassez de assistência, as ONGS que não visam o lucro e sim o bem estar de pessoas que não podem comprar o alimento que consomem, desempenham papéis fundamentais na vida de muitas pessoas, e devem ser apoidas e incentivadas por todos.

Sendo assim, é notório que qualquer sociedade capitalista é promotora da desigualdade em todos os ambitos, mas deve-se criar maneiras que visem combate-las, sejam através de ONGS privadas que estimulam a população a promover o bem, ou seja por iniciativas federais, o importante é que o amor ao próximo seja maior do que a acumulação de bens para si.