A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 14/10/2021
Pratos vazios. Ao que se refere à questão da fome em tempos de pandemia, pode-se observar o longametragem inspirado na obra de Ariano Suassuna, O Alto da Compadecida, o qual se passa no sertão da Paraíba e narra a história de dois amigos, Chicó e João Grilo, que através da esperteza e criatividade tentam lidar com a pobreza e a fome que assolam a comunidade local. Paralelamente, na contemporaneidade é possível perceber a questão da fome no Brasil, porém ampliada em detrimento da pandemia.
Precipuamente, é possível observar o aumento da fome no Brasil pela falta de atividade dos poderes governamentais, o que concerne à criação de ferramentas que coíbam tais recorrências. De acordo com a Constituição Federal de 1988, art 6, são garantidos direitos sociais como, acesso à alimentação adequada para todos os cidadãos, em contrapartida isso não ocorre no Brasil. A problemática da fome no país já existia, porém com a chegada da pandemia ela foi agravada, segundo o site do G1, desde quando a pandemia pelo covid-19 começou, o preço do feijão preto e do arroz subiram mais de 50%, muitos brasileiros sofreram com a alta dos preços, diversos deles não conseguiram se adequar ao novos valores, de forma a contribuir para esse quadro deletério.
Outrossim, é possível salientar a questão da desigualdade social como um promotor do problema. Partindo desse presuposto, é possível observar que os principais afetados pelo aumento do índice da falta de alimementos, segundo o Inquerito Nacional Sobre Insegurança Alimentar em Questão do Covid, são pessoas que residem em periferias, mulheres negras e que moram na região norte ou nordeste do país, de forma a ser compatível também com os mais afetados pela desigualdade socioespacial. Segundo o geógrafo brasileiro, Milton Santos, o agravamento da problemática da desigualdade social se deve aos efeitos da “globalização perversa”, que contribui para dinâmica de exploração do menos desenvolvido, de forma a acirrar as diferenças sociais semelhante à situação dos acometidos pela fome em meio à pandemia do covid-19, de forma a retardar a resolução do empecilho.
Dessarte, fica evidente a necessidade de intervenção, portanto o Governo Federal por meio do Ministério dos Direitos Humanos, em consonância ao Poder Legislativo, deve investir em programas de combate à fome, além de garantir o direito à alimentação dos cidadãos de forma à abrigar as minorias e garantir que não sejam afetados pela carêcia de alimentos. Ademais, o Ministério da Cidadania, deve providenciar a entrega de cestas básicas para pessoas em situação de risco afetadas pela insegurança alimentar, além da criação de projetos comunitários para desenvolvimento social desse público. Dessa forma, os pratos vazios se transformarão em pratos cheios.