A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 25/10/2021
A fome é uma questão global que assola a população mundial desde antes da pandemia da covid-19, esta acentuou consideravelmente aumento daquela que, de acordo com a ONU, Organização das Nações Unidas, já havia começado em meados de 2010 . tanto o crescimento do desemprego, quanto o encarecimento dos alimentos , consequências da crise econômica gerada pela covid-19, são fatores diretamente relacionados ao aumento da fome no mundo e no Brasil.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o desemprego é uma das principais causas da fome. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, desde abril de 2020, 3,3 milhões de pessoas perderam seus empregos, paralelamente, um estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisas em Segurança e Soberania Alimentar registrou que no fim do mesmo ano 19 milhões de brasileiros passaram fome. Tal fato mostra a relação entre essas problemáticas, uma vez que sem recursos financeiros torna-se inviável a compra de alimentos. Desse modo, o desemprego tornou a fome mais frequente na realidade brasileira.
Ademais, é imperativo ressaltar que o encarecimento dos alimentos também contribuiu grandemente com o aumento nos quadros de fome. Dentre as consequências da pandemia que afetaram a produção alimentar, destacam-se, a desvalorização do real e o aumento no preço da gasolina. Ambas promovem o encarecimento da produção, visto que, a primeira faz com que seja mais rentável exportar do que priorizar a produção interna e a segunda gera mais gastos durante o escoamento do produto. Sendo assim, os impactos da pandemia no agronegócio promovem a instabilidade alimentar e carecem de politicas publicas que os atenuem.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da insegurança alimentar no contexto da pandemia. Para tal, necessita-se que o governo invista na agricultura familiar, por meio da disponibilização de terras e tecnologias capazes de melhorar a produção, a fim de reduzir a importação de alimentos e a dependência de monoculturas voltadas à exportação. Só assim, haverá redução significativa no valor dos alimentos. Também faz-se mister o apoio as micro e pequenas empresas para que possam crescer e gerar mais empregos. Dessa forma, atenuar-se-á em médio e longo prazo a questão da fome em tempos de pandemia.