A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 13/10/2021
A pandemia acarretada pelo COVID-19 evidenciou o quão descabida encontra-se a sociedade. Sob a esfera pandêmica, torna-se necessário discutir acerca de outras pandemias que há séculos assolam a comunidade global, por exemplo, a fome no mundo. Diante do exposto, devido ao seu agravamento na pandemia do novo coronavírus, salienta-se a importância de debater-se sobre a pobreza alimentícia, em especial no Brasil, que tem como suas causas: diminuição de verba para ações afirmativas e ineficiência governamental federal.
Em primeira análise, de acordo com o IBGE, em 2021 houve a retomada do Brasil ao mapa da fome organizado pela ONU. Desse modo, é perceptível que as atuais diminuições de verba às ações afirmativas está entre os principais motivos para a retomada da nação nesse mapa. Em segunda análise, vale ressaltar que atualmente o país está economicamente em crise e, por isso, a diminuição de verba para benefícios sociais são constantes. Todavia, ao diminuir o valor, por exemplo do Bolsa Família, consquentemente muitas famílias em estado de vulnerabilidade alimentícia não terão acesso a alimentação, pois se a inflação está alta, logo os alimentos estarão mais caros, dessa forma, o repasse de menos dinheiro os impedirá de ter uma alimentação digna.
Outrossim, como pautado pela ONU, está entre os direitos básicos universais do homem o acesso à alimentação. Entretanto, nota-se que tal direito situa-se em violação, sobretudo no Brasil, visto que o ineficiente governo federal ainda permite que mais de 19 milhões de brasileiros estejam em situação de fragilidade alimentícia, assim como referenciado pelo orgão Agência Brasil. Nessa perspectiva, analisando a reportagem do G1 em que diversos brasileiros recorreram a enormes filas para se alimentarem de ossos e carcaças de animais, observa-se o quão falho e excludente é o plano de governo federal atual. Dessa maneira, percebe-se que há uma divisão social pela gestão, a qual consiste em governar para uma mínima parcela da população, omitindo a maioria e atuando sob uma esfera socialmente utópica, na qual não existe lacunas sociais.
Conclui-se, portanto, que o Ministério da Economia aumente o orçamento anual do Ministério da Cidadania a partir de novembro de 2021. A partir desse aumento, o Ministério da Cidadania deve ampliar o valor do Bolsa Família para 1.000 reais, será necessário, também, uma nova análise de dados afim de democratizar esse benefício para outros cidadãos, para isso, serão analisados pelo Cadastro Único dados quantitaivos sobre pessoas em desamparo alimentício por região brasileira. Por fim, com tais dados, o Ministério da Cidadania deverá dividir a nova quantidade orçamental por região e se pronunciar publicamente quanto ao novo valor e beneficiários a partir de novembro de 2021.