A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 24/10/2021

Retomada a democracia no Brasil ,foi promulgada a constituição de 1988, no qual é garantido o direito a alimentação como previsto no Artigo 6.Entretanto, mesmo com a garantia constituinte a fome é presente  no atual cenário de crise sanitária brasileiro ,devido a má administração pública e a desenfreada alta nos produtos alimentícios.Posto isso, é cabível analisar diferentes referentes ao entrave que infelizmente assolam o Brasil.

Em primeiro lugar ,vale destacar o crescimento exponencial sobre o real custo dos alimentos.Sob o viés filosófico do escritor Vitor Hugo “O progresso roda constantemente sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa sempre esmagando alguém”. Portanto, é cabível relacionar que os grandes produtores de alimentos a fim de manter  o constante crescimento dos lucros e desinteresse de seu dever sócio-moral durante a pandemia, não estabilizam os preços para a garantia de maior acessibilidade da alimentação a população ,logo afetando ainda mais negativamente o povo brasileiro.

Em segundo lugar, vale destacar o intrísico papel da má administração pública  como impulsionadora do problema. De acordo com a filósofa alemã Hannah Arendt “O mal é fortalecido por uma sistema precário”.Nesse contexto ,é cabível relacionar que uma gestão estatal que não pondera e aplica o dinheiro público  na reparação dos reais agentes impulsionadores  da fome em tempos de pandemia, suscita na continuação do impasse.

Levando em consideração os aspectos apresentados ,urge que o Estado mediante o Ministério da Cidadania e Ministério da Economia a criação juntamente as principais empresas alimentícias a elaboração de um plano de repasse de alimentos com baixo nível de lucro e livre de impostos para os indivíduos  carentes de alimento, com o objetivo de democratização da alimentação em todas as esferas da sociedade mesmo em tempos de pandemia .Dessa forma ,resultaria no retrocesso da fome em tempos de pandemia.