A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 12/10/2021

A pandemia de Covid-19 já infectou mais de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo e impôs diversas restrições sociais com consequências diretas na vida da sociedade. Dentre elas se destaca a deterioração da saúde nutricional dos brasileiros, afetada pelo longo período de isolamento; bem como o aumento do desemprego gerando menor poder de compra; e a carência da merenda antes oferecida a crianças e jovens nas escolas públicas.

A imposição de quarentena fez com que muitos indivíduos fossem mantidos em suas residências em isolamento a fim de evitar contrair coronavírus. Manter uma alimentação saudável também é um ato de fortalecimento e autocuidado, porém esta não foi a total realidade, visto que muitas pessoas adquiriram hábitos de consumo de alimentos processados, instigando compulsões alimentares atreladas ao alivio da ansiedade, deteriorando o bem-estar.

Ademais, segundo dados do IBGE (Instituto brasileiro de geografia e estatística) em 2020 o desemprego no Brasil bateu recorde de 13,9%, influenciando diretamente no poder de compra da população, principalmente de itens básicos, diminuindo sua disponibilidade de nutrientes na dieta, ocasionando problemas de saúde como a deficiência de vitaminas, anemia, entre outras.

Outrossim, diversos adolescentes e crianças de baixa renda dependiam da merenda escolar oferecida nas redes públicas. Com a interrupção das aulas presenciais, muitas delas ficaram sem uma fonte adequada de alimentação, causando a desnutrição e afetando as funções cognitivas e físicas, fundamentais nesta faixa etária.

Portanto, faz-se necessária a intervenção do ministério da saúde na elaboração de planos de distribuição de cestas básicas e auxílios à população carente; bem como a conscientização por meio de propagandas online acerca da má alimentação e Covid-19. Dessa forma, o bem estar da nação e seus direitos serão assegurados.