A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 17/10/2021

A Constituição Federal de 1988, tem como objetivo assegurar a saúde e o bem-estar a todos. No entanto, com a desigualdade social já enraizada na história do Brasil e com o surgimento da pandemia do Coronavírus em 2020, vai contra ao objetivo da Constituição, já que, a fome está sendo um problema recorrente na sociedade brasileira. Dessa forma, a pandemia trouxe consequências que aumentou a insegurança alimentar e famílias em situações de pobreza, logo, deve haver medidas para acabar com tal impasse.

De acordo com o Karl Marx, em uma sociedade prevalece o pensamento imposto pela classe dominante. Por analogia, é nítido que a riqueza na mão de poucos, como a dos latifundiários, acarreta na desigualdade de renda e social, visto que, o Brasil é um país rico na agricultura e grande exportador de produtos. Entretanto, as terras se concentram na mão destes lafundiários desde a época Colonial e, por consequência, as pessoas com menor poder aquisitivo ficam na margem da socieddade por causa da má distribuição de renda e de alimentos. Além do que já está em raízes no âmbito geográfico e histórico do Brasil, a pandemia piorou as condições do país, de modo que, muitas pessoas perderam empregos, no qual aumentou a insegurança alimentar por não ter dinheiro para comprar alimentos. Logo, é fundamental cuidar desta questão da fome para que não enfrenta-se mais problemas posteriormente.

Acrescente-se que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) entre 720 e 811 milhões de pessoas passaram fome em 2020. Vale ressaltar que durante a pandemia os preços dos alimentos se elevou mais ainda por conta das barreiras sanitárias e, também, com a desvalorização cambial, muitos produtores preferem exportar os seus produtos do que atender ao mercado interno, provocando o desabastecimento da população. Como resultado, aumentou o número de pessoas que não estão tendo acesso a alimentação básica.

Portanto, medidas são necessárias para combater a fome em tempos de pandemia. Então, cabe ao Governo, por meio de verbas públicas, criar programas socias em regiões afetadas pela fome, com a distribuição de cestas básicas para as famílias, além disso, que o Governo crie restaurantes populares para alimentar a população local e distribui renda por mês, como o Bolsa Família e Fome Zero, com o proposito de ajudar na compra dos alimentos e nas necessidades básicas. Conclui-se que tenha uma diminuição na desigualdade social e que o problema da fome seja erradicada através desses programas do Governo, para que todos têm acesso a alimentação básica.