A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 16/10/2021
A fome mundial passou por um agravamento dramático em 2020, e este está relacionado diretamente às consequências da COVID-19. No Brasil esse cenário não é diferente, uma vez que, segundo dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar em contexto de COVID, mais de 50% da população brasileira sofre alguma ameaça ao direito de acesso a alimentos, sendo isto ainda decorrente do aumento do desemprego e da inflação, tornando-se algo preocupante.
Desde o início da pandemia o preço dos alimentos aumentou 15% no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que contribuiu de forma direta para o aumento da fome e insegurança alimentar no Brasil, uma vez que muitos indivíduos perderam seus empregos ou simplesmente não conseguem comprar alimentos para suas famílias.
Mesmo com Programas sociais, federais e estaduais, o problema da fome não é solucionado. Esta se faz presente nas pequenas, médias e grandes cidades, e também no campo. Independentemente de região ou Estado brasileiro, sendo essa insegurança alimentar mais prevalente em lares chefiados por mulheres ou de pessoas com baixa escolaridade.
Portanto, para que o país diminua os índices da fome, emerge que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aliado à Iniciativa Privada, por meio de parcerias e verbas orçamentais, auxilie projetos de Organizações Não Governamentais- ONGs que promovam a ampliação de restaurantes populares e refeitórios com valores acessíveis, visando elevar o número de pessoas com acesso à alimentação adequada, diminuindo assim os índices de insegurança alimentar no Brasil.