A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 16/10/2021
No Brasil, em tempos de pandemia, a questão da fome é um grave problema que ainda não recebe a importância que merece, pois a sociedade está focada apenas no tema do coronavírus, o que faz que outras questões sociais , de igual relevância, sejam ignoradas. Esse cenário adverso atesta a inexpressividade de setores do poder público e a displicência de estratos da sociedade civil.
Em primeira análise, segundo a Constituição de 1988, Artigo 6º, a alimentação é um direito de todos os cidadãos , contudo a entrada do Brasil no “mapa da fome” mostra que diversas pessoas não possuem essa prerrogativa. Nesse contexto, a COVID-19, obviamente , teve um papel fundamental no aumento da fome, por causa do incremento de desempregados no país, entratanto tal infortúnio já existia antes da pandemia, em face do pouco investimento do Estado nesse setor. Tal panorama desafiador requer ações mais expressivas de setores da administração pública no combate à fome.
Em segunda análise, devido à ineficiência da mídia na divulgação de informações, inúmeros indivíduos desconhecem as entidades que ajudam no confronto dessa adversidade, por exemplo a Legião da Boa Vontade (LBV), o que afeta o número de doações e de cestas básicas. Ademais, na pandemia, as empresas midiáticas centraram-se no coronavírus, deixando de lado os problemas que já existiam e pioraram, em consequência do vírus, como a miséria, que está diretamente ligada à insegurança alimentar. Essa situação preocupante enseja medidas mais contundentes da mídia no compartilhamento de conhecimento.
Portanto, compete ao Estado, como entidade responsável pela administração financeira do país, intensificar investimentos no setor da alimentação, mediante replanejamento orçamentário, com o fito de mitigar a fome no Brasil. Outrossim, caba às empresas midiáticas, como veículos de comunicação, informar a população sobre outros infortúnios, além da COVID-19, e divulgar associações que ajudam pessoas em situação de miséria, por meio de panfletos, jornais e redes sociais , como Facebook, Instagran e Twitter, com o objetivo de melhorar a situação do país.