A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 14/10/2021

“O amor por princípio, a ordem por base; o progresso por Fim”.  Esse lema positivista, forrmulado pelo filôsofo francês Auguste Comte, inspirou a frase política “Ordem e Progresso” exposta na célebre bandeira nacional. No entanto, o cenário desafiador vivenciado no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que a fome - grave problema enfrentado pela sociedade - resulta na desordem e retrocesso do desenvolvimento social. Desse modo, não só a negligência do Estado, como também a falta de empatia solidificam tal mazela.

A princípio, De acordo com a Constituição de 1988, a assistência aos desamparados é um direito social. Nesse sentido, imagina-se que a alimentação e saúde são garantidos pela lei, principalmente em tempos pandêmicos. Contudo, infelizmente, o Estado não atua no ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, já que grande parte da sociedade está sofrendo com essa paridade. Então, é inadmissível a ineficácia do governo em não defender as garantias básicas da população.

Ademais, a problemática é agravada quando observa-se o individualismo e a falta de empatia na sociedade. Isso é devido ao fato de que vários brasileiros estocaram comida sem necessidade nos últimos tempos, prejudicando ao próximo. Na obra “Modernidade Líquda” Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente inflouenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há como consequência o aumento dos alimento, dificultando a vida de quem não tem condições. Assim, essa falta de bom senso, funciona como um forte empecilho para a resolução desse problema.

Portanto, são necessárias medidas capazes de resolver a fome no Brasil. Para isso, é imprescíndivel que o Estado brasileiro - com ajuda de grandes marcas - realize campanhas de distribuições de cestas básicas para a população, a fim de diminuir os casos desse problema. Assim, será consolidada uma sociedade em que o Estado desempenha corretamente seu papel social, como afirma John Locke.