A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/10/2021

Dados da Pesquisa Nacional de Insegurança Alimentar no Contexto da Covid mostram que 55,2% da população brasileira está sob certa correção ao direito à alimentação. A situação mais grave atinge a mesma sequência de morte de extrema pobreza, principalmente mulheres chefes de família, negras ou pardas, baixa escolaridade e trabalho informal.

Conforme as salas de aula, mudam para espaços virtuais, muitos alunos perdem o único lugar onde podem fazer refeições mais nutritivas, ou uma alimentação única do dia. Algumas secretarias estaduais e municipais preconizam uma emissão de cartões-alimentação, que valem tanto quanto a merenda escolar para famílias carentes. No entanto, alguns problemas de visita impediram os alunos de se beneficiarem.

Como muitas pessoas ainda acreditam, a fome não é causada por falta de alimentos ou superpopulação. Isso se deve principalmente à má distribuição de riqueza e alimentos. Como o acesso à alimentação está relacionado à renda, observamos que a desigualdade social na história do Brasil fez com que muitas pessoas não conseguissem obter alimentos para atender às suas necessidades.

Porém, além de reajustar o salário mínimo e estimular a educação e qualificação profissional, a ação que afetará diretamente o problema da fome no país é a reforma agrária, ou seja, redistribuir terras e aumentar o apoio à agricultura familiar. Mas, quem tem fome tem pressa. Portanto, abordar imediatamente a importância de ações como planos de distribuição de alimentos e restaurantes populares. Atualmente, existem centenas de organizações não-governamentais (ONGs) de combate à fome no país.