A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 15/10/2021
Observando o cenário atual, vimos que durante a pandemia houve o crescimento acelerado na inflação e com ela, consequentemente, o aumento de preços de produtos em geral. Atualmente os alimentos são os principais itens que estão em falta na casa dos cidadãos brasileiros. Mesmo trabalhando exaustivamente até alcançar o seu próprio limite, a grande maioria da população brasileira não ganha o suficiente para alimentar a família, muitas vezes recebendo apenas um salário mínimo, o que impossibilita de comprar os suprimentos básicos de alimentação, como arroz, feijão e principalmente a carne. Com o Covid-19 tivemos uma grande desaceleração na economia do país. Segundo pesquisas feitas pelo IBGE, a economia está em queda de cerca de 9,7% no segundo trimestre em relação aos meses anteriores. Com o desemprego em alta, gerado pela pandemia, ocasionou-se a perda de renda fixa nos lares brasileiros, principalmente nas famílias de baixa renda. Houve o fechamento de muitos comércios e demissão de inúmeras pessoas, ficando assim sem uma fonte de faturamento.
Em 1966, o Brasil assinou o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que determina que os governos tenham a responsabilidade de regular a fome e a desnutrição, e reconhece a fome como direito humano, onde todo homem, mulher e criança tem o direito ao livre acesso de comida e água. No entanto, esse acordo não tem se mostrado coerente, visto que o governo brasileiro não tem dado apoio necessário às classes mais baixas. O auxílio emergencial de R$600,00 estipulado durante a pandemia mal garante a comida na mesa das famílias. Muitos brasileiros que ficaram desempregados nesse período só contavam com o auxílio para se sustentar, o que dificulta e piora muito a qualidade de vida dos mesmos.
Com o início de uma era de altos níveis de mortes, a instabilidade emocional e financeira é um cenário muito presente em todo o mundo. Vimos casos em que famílias dependiam de uma única pessoa para trabalhar e garantir o sustento, e essa pessoa acabou falecendo de Covid. Isso gerou uma situação extrema de fragilidade, insegurança e desequilíbrio emocional para os lares. Muitas dessas famílias ficaram sem condições financeiras e foram parar nas ruas, com fome e frio.
Portanto, o problema da fome mostra que as dificuldades não são simples de resolver, principalmente na pandemia, onde tudo está caro demais para o bolso dos brasileiros. É possível concluir que o governo deve criar medidas para auxiliar no desemprego, na fome e incentivar a arrecadação e distribuição de alimentos para famílias de baixa renda.