A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/10/2021

Sabe-se que a pandemia do covid-19 impactou tanto socialmente, quanto econômicamente o mundo inteiro, com aproximadamente 602 mil mortes só no território brasileiro. Com a inevitabilidade de quarentena nacional, foi, em grande parte das vezes, impossibilitada a ‘‘sobrevivência’’ de pequenos comércios, levando a disparada de taxa de desemprego que, consequentemente resulta em problemas com a saúde mental e também fome por recursos e alimento.

Diante do surto do coronavírus, 14,4% da população brasileira se encontra em situação de desemprego segundo o IBGE. A medida em que o desemprego crescia, questões relacionadas a saúde mental da população também entraram em pauta. Com as pessoas  assustadas, desempregas e em isolamento social, um quadro de depressão e ansiedade foi gerado.

À vista disso, com o país paralizado, a escassez de alimento e recursos foi estruturada, sucedendo à fome. Desde o inicio da pandemia, o arroz encareceu 56%, levando milhares de famílias entrarem em desespero, em Cuiaba por exemplo, 3 vezes por semana são formadas filas em frente a um açougue para obter restos de carnes e ossos.

Pode-se observar também que a pandemia mostrou a profunda desigualdade social em que o Brasil se encontra, e com isso, cabe ao governo criar instituições eficazes contra o tratamento de depressão e ansiedade e também deve ocorrer mais investimento em infraestrutura econômica, gerando maior bem-estar e qualidade de vida para o povo brasileiro.