A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 15/10/2021
Como o desemprego aumentou a fome em tempos de pandemia no Brasil
Não é de hoje que o desemprego afeta muitas famílias no Brasil e no mundo. Cada dia que passa as taxas crescem e em consequência a fome também, fazendo com que as pessoas recorram a furtos ou acabem definhando sem alimento e água. Os números são preocupantes e nos faz pensar que se esse desemprego fosse esvaído quem sabe a fome diminuiria também e os furtos decorrentes dela igualmente. A pandemia, no entanto, agrava o desemprego e a fome, fazendo as pessoas agirem por instinto e morrerem pelas coisas que deveriam ser seu direito.
De acordo com o portal UOL, O Brasil já soma mais de 14,8 milhões de desempregados em todo o país, um recorde inoportuno de ser batido. Todas essas pessoas precisam se alimentar e sem salário fica complicado, ainda mais com o preço dos alimentos que aumentaram em 33% (BBC) só esse ano de 2021. A pandemia é uma grande culpada dessa situação uma vez que existe um “efeito dominó”: a epidemia faz os comércios fecharem, sem vendas estes recorrem a demissão dos funcionários, sem salário os trabalhadores passam fome e o país, sem o lucro dos comércios, aumenta os preços e os impostos, com tudo mais caro, o desespero bate e a população recorre aos roubos.
A pandemia realmente agravou a situação mas não é de hoje que a fome existe, um exemplo é mostrado no filme “O menino que descobriu o vento” em que uma população chega a se meter em brigas por alimento e quem não consegue chega a furtar. Vemos isso hoje em dia no Brasil em que uma mulher foi presa em São Paulo por roubar miojo pois estava com fome, de acordo com o jornal Globo, algo que poderia ser sim resolvido com diminuição do desemprego, pois se essa mulher trabalhasse e recebesse um salário digno, não precisaria se humilhar pelo que deveria ser direito à todos.
Em virtude do que foi apresentado, o governo deve saber como adaptar o país a uma pandemia para que não haja um desemprego tão grande. Devem ser apoiados movimentos como a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a ONU (Organização das Nações Unidas) para que haja a distribuição de alimentos para quem não tem e, os salários devem ser acordados com o preço dos produtos. Ainda falta muito para que a fome acabe mas fazendo esse mínimo muita coisa mudará e muitas famílias deixarão de sentir essa miséria.