A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 15/10/2021
Com a disparada dos preços dos alimentos, muita gente está se virando como pode para colocar comida à mesa e reduzir o impacto da inflação no bolso. A crise econômica que nasceu da covid-19 atingiu em cheio as pessoas que já se encontravam em situações de vulnerabilidade, além das que tinham fontes de renda informais e a solução para alguns foi substituir por alimentos mais baratos.
A pandemia do coronavírus trouxe à tona a desigualdade social já existente e tem contribuído para piorar ainda mais as condições de vida das pessoas mais vulneráveis, entre elas os moradores das periferias das grandes cidades que sofrem com a baixa renda. Das residências habitadas por pessoas pretas e pardas, a fome esteve em 10,7% e fez presente em 14,7% dos lares em que a pessoa de referência não tinha escolaridade ou possuía Ensino Fundamental incompleto, e muitas dessas famílias dependiam da merenda escolar para seus filhos.
Carne, frutas, queijo, arroz e feijão estão no topo da lista de alimentos com redução de consumo durante a pandemia por conta de seu grande aumento de preço. Com isso muitos pais, mães e responsáveis estão buscando compreensivelmente refeições prontas e alimentos processados como uma maneira rápida e de baixo custo para alimentar a família, o que futuramente pode gerar novos problemas na saúde. Conclui-se que, para ajudar nesse momento de crise, iniciativas e projetos que ajudam comunidades, favelas e minorias étnicas, entrega semanal ou quinzenal, de cestas básicas para as famílias dos escolares são as melhores maneiras de diminuir a fome.