A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/10/2021

Sabe-se que a fome ainda é um dos grandes problemas a ser combatido no Brasil, mesmo que o direito social à alimentação seja garantido por lei no artigo 6º da Constituição Federal. Além disso, por conta da pandemia, a fome se agravou ainda mais, acrescentando-se que trabalhadores foram obrigados a fecharem as portas para evitar a propagação do vírus COVID-19. Isso nos mostra dois problemas como a  agravação da fome na pandemia e a grande desigualdade social em nosso país.

De acordo com o estudo divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a fome atormenta entre 720 a 811 milhões de pessoas, sendo que, desse total, mais de 118 milhões de pessoas se encontram nessa situação conta da pandemia. Passar fome leva a problemas tanto mentais quanto físicos, podendo até levar a morte. De acordo com o relatório da ONG (organização não governamental) Oxfam, cerca de 11 pessoas poderão morrer de fome por minuto até o fim de 2021.

Além disso, o momento pandemico que passamos nos mostrou como a sociedade brasileira é desigual financeiramente. Segundo a ONU, o Brasil é o oitavo país com maior índice de desigualdade social e econômica do mundo. E isso foi facilmente observado durante a pandemia, onde pessoas de menor poder economico que não tinham oque comer morreram de fome, enquanto as pessoas abastadas ficavam em suas casas sem passarem nenhuma necessidade.

Portanto, o Governo Federal deve continuar com o auxílio emergencial e deve distribuir mais cestas básicas para as pessoas necessitadas afim de reduzir o número de pessoas afetadas pela fome no Brasil, para que possamos vencer a pandemia e viver em uma sociedade mais justa. Além disso, as pessoas com maior poder economico devem promover, divulgar e patrocinar campanhas de doação de alimentos, evitando mais mortes indesejáveis.