A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 18/10/2021

Na Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do Brasil, é descrito os direitos e deveres do cidadão brasileiro, sendo um deles, o direito ao bem estar social. Nesse sentido, tal premissa se faz falta no contexto brasileiro, uma vez que na pandemia do vírus Covid-19 houve um crescimento da fome e miséria. Logo, faz-se necessário discutir medidas a fim de amenizar esse impasse, que dentre os principais fatores estão a má distribuição de renda, e o encarecimento dos produtos.

Sob essa perspectiva, convém enfatizar que a distribuição de renda de forma desproporcional está entre as principais causas do aumento da fome no período de pandemia da Covid-19. Nessa óptica, de acordo com a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, aproximadamente 20 milhões de brasileiros estão em situação grave em relação ao acesso à alimentação. Sob esse viés, fica claro que aproximadamente 10% da população brasileira está em condições de miséria devido à falta de estrutura familiar, social e financeira, evidenciando dessa forma à má distruibuição de renda que o Brasil possui. Dessa forma, enquanto a fome e a pobreza persistir, o problema se perpetuará para além da pandemia do Covid-19.

Além disso, o encarecimento dos produtos alimentícios, é mais um dos fatores que contribuiu para o agravamento dessa crise. Nesse contexto, devido aos “lockdowns” realizados em todo o mundo, houve grande impacto no transporte dos produtos alimentícios, devido principalmente a alta dos preços dos combustíveis, e a escassez de mão de obra que foi ocasionado pela pandemia. Dessa maneira, foi assegurado somente o abastecimento dos grandes centros, fazendo assim, com que os consumidores mais isolados das comunidades carentes pagassem mais caro pelos produtos básicos.

Conclui-se assim que a má distribuição de renda, e o encarecimento dos produtos, são prejudiciais em relação ao mapa da fome em tempos de pandemia, e que, assim, é necessário haver mudanças. Para tanto, o Estado, deve prover ajuda as pessoas mais carentes, por meio de assistências sociais, recursos financeiros e se necessário o fornecimento dos produtos básicos. Nesse sentido, o intuito de tal medida é, promover o acesso aos produtos básicos, e consequentemente, minimizar o mapa da fome. Feito isso, o Estado estará cumprindo seu papel de garantidor do bem estar social, conforme previsto pela Constituição Federal.