A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/10/2021

Com o início da pandemia da COVID 19, as taxas de desemprego aumentaram, o número de brasileiros na linha da pobreza, e consequentemente, a fome. Segundo dados da Oxam Brasil, 11 pessoas podem morrer de fome por minuto se nenhuma ação imediata for tomada. Além disso, no mundo todo, mais de 1,3 bilhões de toneladas de alimento são desperdiçados por ano.Dessa forma, se faz necessário uma medida interventiva que incentive o aproveitamento de sobras de comida e arrecadação de cestas básicas para pessoas necessitadas.

Ademais, a fome pode ser também conhecida como “insegurança alimentar” (podendo ser leve, moderada ou severa), esse nome classifica a situação de como cada família está lidando com a fome (se está deixando de comprar certas coisa, leve, se há uma redução quantitativa no consumo dos adultos, moderada, e redução alimentar das crianças também, severa).De acordo com uma pesquisa do Poder Data, só no Brasil, mais de 36% das pessoas afirmaram ter passado fome ou comido menos com o início da pandemia. Em contrapartida, no mundo todo, 30% dos entrevistados afirmaram insegurança alimentar severa ou moderada.

Assim como para muitos o alimento está faltando, para outros está sobrando e até sendo desperdiçado. Conforme uma pesquisa do EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), uma família joga mais de 128 kg de comida no lixo por ano. Dessa forma, é extremamente importante uma medida interventiva que incentive o aproveitamento de sobras de comida juntamente com a arrecadação de alimentos para pessoas necessitadas.

Em suma, cabe ao Ministério da Cidadania, criar bancos de sobras e arrecadação de alimentos por meio de mercados e atacados alimentícios, para que pessoas que estejam passando fome, possam pegar comida e alimentos que provavelmente iriam ser desperdiçados. Dessa forma, é possível minimizar e ajudar a diminuir os impactos da fome, e a fome em si, durante e depois da pandemia.