A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 25/10/2021
A fome sempre existiu no Brasil e no mundo por falta de igualdade social, e como se não bastasse, essa situação se agravou com a contaminação do coronavírus, em meados de março de 2020 e que perdura até nos dias atuais em 2021. A questão da fome em tempos de pandemia teve um impacto terrível na vida das pessoas, por consequência, o aumento do desemprego resultou na diminuição da renda e da desigualdade social e econômica existentes no Brasil e no mundo. Ademais, o desperdício dos alimentos em supermercados, centro atacadistas, no transporte e até dentro das casas é muito agravante.
Segundo uma pesquisa realizada em abril de 2021 pelo Poder Data, comprovou que 19 milhões de pessoas estão passando fome no Brasil, o que mostra que milhões de brasileiros vivem em pobreza extrema, isto é, tem uma renda per capita de, aproximadamente R$89,90, ocasionando uma situação de fome grave, pois com esse valor não há condições de sustentar uma família de quatro pessoas, por exemplo. Sob o mesmo ponto de vista, independente de visões políticas e ideológicas a sociedade está sendo muito afetada, fazendo com que o cidadão não tenha acesso a cesta básica para alimentar sua família no dia a dia.
Salienta-se ainda, que o desperdício de alimentos no Brasil e no mundo é assustador, visto que dados confirmados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, cerca de 33% dos alimentos são perdidos ou desperdiçados, causando um prejuízo para os mais necessitados de 1,3 bilhões de toneladas de alimentos, os quais são jogados no lixo por ano, com efeito do surgimento de vários problemas de saúde nessa população mais carente, como: desnutrição, raquitismo, anemia e até a morte.
Assim sendo, cabe ao Governo Federal e Municipal desenvolverem programas sociais e de renda, por meio da criação de um cartão de abastecimento com valores em dinheiro que será avaliado de acordo com cada família, com o objetivo de ser usado restritamente em mercados, com a finalidade de que cada família inscrita consiga comprar alimentos básicos para sua sobrevivência. Paralelamente, cabe a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e à ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ampliarem e executarem uma logística mais organizada dos alimentos e sem desperdícios, seja durante o transporte, diminuindo as tarifas de pedágio e de fretes, ou na entrega dos mesmos, com o objetivo de que, esses alimentos possam chegar com menos impostos à mesa do brasileiro, e dessa forma, diminua a desigualdade social no Brasil e no mundo.