A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 18/10/2021

Em 1888 foi sancionada a Lei Áurea, que proclama a liberdade total aos escravos resultando no fim da escravidão, porém é possível ver traços deixados durante esse período até os dias atuais, como a desigualdade. Não só o Brasil é afetado por fatos passados, como também a América por inteiro e continentes como Ásia e África, que lideram posições no rank de lugares que possuem mais pessoas em situação de fome, fato que piorou com a pandemia.

Porém, é válido ressaltar que a pandemia é um catalizador de uma situação que já existia. A fome não se iniciou devido a pandemia, mas foi agravada pela mesma. Atualmente, estima-se que cerca de um décimo da população global está em situação de extrema pobreza, um total de cerca de 881 milhões de pessoas, sendo 418 milhões encontrados na Ásia (onde países como Índia, China e Coreia do Norte são grandes impactadores tendo em vista que a escravidão ainda é presente nos mesmos), África com 282 milhões de pessoas (continente que foi mais explorado no passado) e Améria com 60 milhões de pessoas, sendo que nações em situações de conflitos, extremos climáticos ou outras recessões econômicas tendem a ser mais afetados.

Por conseguinte, a insegurança alimentar aumentou, ou seja, muitas pessoas não possuem acesso a uma alimentação balanceada, o que afeta ainda mais as crianças, sendo que uma dieta saudável é necessária para seu crescimento, desenvolver neurônios e também para fazer a bainha de mielina que constituí parte importante no desenvolvimento do cérebro. Com isso, observa-se que a situação atual, de extrema miséria, não só afeta o presente das pessoas, mas como também seu futuro, sendo que podem desenvolver doenças devido a má alimentação. São muitas as famílias que passam por situações tão difíceis que, como último método de sobrevivência, reviram lixões na esperança de achar algum resto de comida, mesmo que não sejam próprias para consumo.

Contudo, mesmo apontado um problema tão grave e que afeta milhões de pessoas, é praticamente impossível achar uma solução que é 100% bem-sucedida, mas isso não significa que não há nada a ser feito. Visto que muitos brasileiros não possuem acesso ao básico, é nessário que haja melhor execução do art.6º da Constituição Federal, que prevê acesso a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, e a assistência aos desamparados. Além disso, a mídia poderia também contribuir divulgando as ações das instuições solidárias de modo a incentivar a simpatia ao próximo com intuito de aumentar o número de doações realizadas. Ações simples podem mudar a vida de alguém, como diz o ditado “você não pode mudar o mundo, mas pode mudar o mundo de alguém”.