A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/10/2021

O seriado “Chaves” retrata diversos desafios do protagonista, um deles é a fome. No mundo, a fome sempre foi uma questão problemática, porém, com a pandemia que surgiu por conta do novo coronavírus essa situação piorou, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas). O aumento do desemprego e elevação dos preços dos alimentos na pandemia, são dois fatores que causam esse problema alimentar.

A princípio, vale-se ressaltar que, perante a “CNN”, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) prevê 205 milhões de desempregados em 2022 devido à era pandêmica. Com a falta de renda aliada a outros desafios que a pandemia trouxe, os cidadãos mais carentes dificilmente manterão uma alimentação ou comerão de maneira saudável, um exemplo disso é Catia Barbosa que, segundo o “G1”, tem somente 260 reais por mês, para alimentar três filhos. Dessa forma, é evidente que uma parcela da sociedade acaba passando fome, podendo obter diversas complicações. Além de que, a fim de ter o que comer, várias pessoas recorrem a restos de comida contaminados e objetos não comestíveis que, ao serem ingeridos gerarão grandes problemas para a saúde, desse modo, sem recursos médicos e muitas vezes sem conhecimento da contaminação, os cidadãos morrem.

Ademais, de acordo com o “G1”, o preço dos alimentos básicos aumentaram na pandemia, um exemplo é a elevação de 71% no feijão e 56% no arroz dos brasileiros. Assim, esses recursos essenciais para compor uma dieta saudável estarão cada vez menos nas mesas da população, dando lugar a refeições de baixo custo, que nem sempre são tão ricas e boas para a saúde, o que poderá instaurar distúrbios. Além disso, a situação em que a parte da população extremamente pobre passa fome se repetirá, problema que aos poucos leva ao óbito.

Diante do exposto, a OIT, órgão responsável por a questão trabalhista no mundo, deveria ajudar as empresas que estão enfraquecidas por causa da situação pandêmica, por meio de auxílios emergenciais e benefícios, com intuito de diminuir o número de desempregos. Ainda, a população mundial, zeladora de seus direitos, poderia pressionar os governantes por um preço mais baixo dos alimentos e a distribuição de cestas básicas para os cidadãos carentes, através de passeatas, abaixo-assinados e e-mails, assim, a maior parte da sociedade conseguirá se alimentar com segurança.