A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 30/10/2021
A fome, comumente resultante da pobreza, é retratada em diversos meios de entretenimento, como em filmes ou seriados. Sendo assim, a história de vida contada no filme “O menino que descobriu o vento” utiliza da crítica implícita nas produções cinematográficas, já que, baseado em fatos reais, apresenta a desnutrição do personagem principal e sua família, que batalham dia-a-dia para obterem alimento em casa durante uma guerra civil. De mesma maneira, a população global enfrenta a fome, não só como sempre o fez, mas agravado devido a época de crise socioeconômica advinda da pandemia.
Indubitavelmente, em decorrência da estagnação do mercado de trabalho que, por conseguinte, reduziu o fluxo monetário mundial, houve-se a intensificação no número de desempregados, a qual levou ao acréscimo na porcentagem de necessitados no que diz respeito à carestia de alimentos para consumo. Segundo dados estimados expostos pelo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2020, um décimo da população mundial sofreu com a fome, de modo que as regiões com maior registro são aquelas consideradas, anteriormente, lugares com altos índices de pobreza extrema, como países do continente africano, nos quais a taxa de desemprego registram altos níveis.
Em adição, a inflação no preço dos produtos agropecuários, consequente da redução da clientela, acentuou a situação. Em outras palavras, a partir da queda na taxa de procura por alimentos agrícolas e pecuários, como carnes, a valorização de tais mercadorias cresceu, de maneira que os produtores subissem o preço de suas vendas, para assim manter seus lucros, ademais do aumento oriundo de vendedores terceirizados, que visam vender os produtos a valores que garantam renda a ei-los. Desse modo, a busca pela melhor oferta no mercado recorre por entre a população, a qual sucede em obter qualquer coisa disponibilizada para consumo.
Em síntese, a questão da fome em tempos de pandemia necessita de intervenção, para assim reduzir a quantia de necessitados nutricionalmente na sociedade em tempos economicamente instáveis. Para tanto, a Organização Mundial da Saúde, juntamente da Food and Agriculture Organization (FAO), poderia estabelecer e fundar ONGs, por meio do apoio financeiro de Estados em situação crítica de subnutrição da população, bem como estações de ajuda ao cidadão, que garantem e disponibilizam cestas básicas de conteúdo protéico e vitamínico. Quiçá, assim, se tornará possível conter e, sequencialmente, reduzir a porcentagem da população mundial em situação de fome.