A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 20/10/2021
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante à todos os indivíduos o direito a uma boa alimentação e ao bem-estar social. Entretanto, a questão da fome em tempos de pandemia impede que parcela da população usufrua desse direito universal na prática. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de programas solidários de distribuição de alimentos, quanto do aumento do preço dos alimentos mesmo em tempos de pandemia. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade mais justa seja alcançada.
Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por manter o bem-estar social, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a promoção de programas solidários para distribuição de alimentos em tempos de pandemia e a convocação de voluntários são quase inexistentes, o que dificulta o combate à fome. Desse modo, faz-se mister a reformulação da postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o aumento dos preços dos alimentos como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, dados do IBGE demontra um aumento de 15% no preço dos alimentos desde o início da pandemia. Ainda segundo o IBGE, o óleo de soja foi quem mais teve seu preço aumentado, com uma inflação de quase 88%. Tudo isso, retarda a resolução do empecilho e perpetua esse quadro deletário.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar a questão da fome em tempos de pandemia, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, será revertido em campanhas publicitárias de incentivo a criação de programas solidários de distribuição de alimentos, além da criação de uma tabela de preços para os alimentos básicos, afim de contornar à alta inflação desses produtos.