A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 20/10/2021

Há de se compreender que a fome é um assunto a ser discutido pela sociedade, principalmente, em relação ao agravamento causado em virtude da pandemia do covid-19. Entre tantos aspectos, destacam-se: O quão grande é a fome no Brasil e qual a parcela da população mais intervem para que a falta de alimentos nos lares não seja mais uma realidade.

Em primeira análise, cabe mencionar os impactos negativos da pandemiana na esfera alimentar da população brasileira, tendo como consequência o aumento percentual do número de pessoas que se encontram atualmente em estado de fome, passando de 5,7% em 2010 para 8,9% em 2021, segundo pesquisas realizadas pela FAO, (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Sob essa perspectiva, pode-se observar que a fome no Brasil aumentou 3,2 pontos percentuais na última década, e que também está no mapa da fome, afinal, mais de 5% de sua população se encontra em estado de extrema pobreza.

Em segunda análise, merece ênfase as entidades sociais que possuem maior percela efetiva no combate a fome no mundo. As instituições filantrópicas e da seara civil como organizações não governamentais correspondem a 70% das iniciativas de combate a fome no Brasil de acordo com o IBIA, (Instituto Brasileiro de Insegurança Alimentar), as quais distribuem alimentos por meio de doações anonimas ou de grandes empresários que se solidarizam com a condição de extrema pobreza em que muitos se encontram.

Por conseguinte, é mister que o Estado tome providência para que o assunto seja colocado em pauta pela sociedade. Para que os índices de fome no Brasil voltem a diminuir, urge que o Poder Legislativo crie, benefícios fiscais para empresas que se compromentam em fornecer alimentos a uma quantidade X de famílias, que varie conforme a receita de cada cooperativa. Dessa forma, será incentivado a doação por parte das empresas e consequentemente haverá uma diminuição dos índices de pessoas que passam fome no Brasil.